A Primeira medida que devemos tomar diante de uma vítima que não se comunica é verificar o grau de consciência.


Para isto devemos saber se ela:
Se comunica
Responde ao toque
Responde à dor.


Se a vítima está inconsciente, não responde nem ao toque nem à dor, devemos perceber se ela respira.
Se a vítima está inconsciente e respirando, a musculatura fica relaxada e a língua pode "escorregar" para trás e impedir a passagem do ar; podem ocorrer vômitos ou eliminação de mucosas.
Para evitar que isto aconteça, devemos deixar a vítima na posição "de bruços".
Se a vítima está inconsciente e sem respiração, devemos estendera cabeça dela para trás; se não voltarem os movimentos respitatórios, inicie a Respiração Artificial.



Primeiros Socorros - Convulsão

Conceito: É a perda súbita da consciência, acompanhada de contrações musculares bruscas e involuntárias. Acontece repentinamente.

Causas:
Pode ser causada por febre muito alta, epilepsia, traumatismo na cabeça e intoxicações.

Sintomas:
A pessoa perde a consciência e cai no solo, agita todo o corpo, com batimentos na cabeça, braços e pernas, e a sua face fica com expressão retorcida, como se estivesse fazendo expressões faciais agressivas, com olhos revirados para cima e salivação abundante. Após a convulsão, a pessoa entra em sono profundo.

Conduta:
Evitar, se possível , a queda da vítima contra o chão;
Colocar um pano entre os dentes para que a vítima não morda a língua;
Não se deve impedir os movimentos convulsivos; devemos afastar os objetos próximos para que ela não se machuque, batendo contra eles;
Afrouxar a roupa da vítima;
Evitar estímulos como sacudidas, aspiração de vinagre, álcool ou amoníaco;
Não ficar com medo da salivação abundante. Ela não é contagiosa;
Durante a convulsão, observar as partes do corpo que estão apresentando movimentos convulsivos para relatar ao serviço de saúde.

Quando as contratações desaparecem acomode a vítima de forma confortável, orientando-a quanto ao tempo e espaço e confirmado se ela respira bem ;
Encaminhar , em seguida , à Assistência Qualificada.



Respiração Boca a Boca

Universalmente a ventilação artificial sem auxílio de equipamentos provou que a respiração boca a boca é a técnica mais eficaz na ressuscitação de vítimas de parada cardío-respiratória. Esta manobra é melhor que as técnicas de pressão nas costas ou no tórax, ou o levantamento dos braços; na maioria dos casos, essas manobras não conseguem ventilar adequadamente os pulmões.
O ar exalado de quem está socorrendo contém cerca de 18% de oxigênio e é considerado um gás adequado para a ressuscitação desde que os pulmões da vítima estejam normais.

Para iniciar a respiração boca a boca e promover a ressuscitação cardío-respiratória, deve-se obedecer a seguinte seqüência:

·Deitar o acidentado de costas.
·Desobstruir as vias aéreas. Remover prótese dentária (caso haja), limpar sangue ou vômito.
·Pôr uma das mãos sob a nuca do acidentado e a outra mão na testa.
· Inclinar a cabeça do acidentado para trás ate que o queixo fique em um nível superior ao do nariz, de forma que a língua não impeça a passagem de ar, mantendo-a nesta posição.
·Fechar bem as narinas do acidentado, usando os dedos polegar e indicador, utilizando a mão que foi colocada anteriormente na testa do acidentado.
·Inspirar profundamente.
·Colocar a boca com firmeza sobre a boca do acidentado, vedando-a totalmente (Figura 6).
·Soprar vigorosamente para dentro da boca do acidentado, até notar que seu peito está levantando
·Fazer leve compressão na região do estômago do acidentado, para que o ar seja expelido.
·Inspirar profundamente outra vez e continuar o procedimento na forma descrita, repetindo o movimento tantas vezes quanto necessário (cerca de 15 vezes por minuto) até que o acidentado possa receber assistência médica.

Se a respiração do acidentado não tiver sido restabelecida após as tentativas dessa manobra, ela poderá vir a ter parada cardíaca, tornando necessária a aplicação de massagem cardíaca externa.